segunda-feira, 28 de março de 2011

Embalagens biodegradáveis - Não se engane


Com todo o problema de excesso de embalagens e como descartá-las de modo a não aumentar o volume de lixo, têm surgido alternativas para colaborar com a amenização do problema, são as chamadas embalagens biodegradáveis.

Este tipo de embalagem é constituída por materiais que "somem" mais rapidamente na natureza, devido a ação de microorganismos, das chuvas, do calor, enfim, a promessa é de desaparecerem em até 03 meses.

Muitos cometem terriveis enganos ao pensar que embalagens biodegradáveis podem ser depositadas em qualquer lugar no ambiente, e esse engano me é mais preocupante quando é divulgado em revista de renome, que atinge um público grande. A Revista Vida Simples Edição de Sustentabilidade cometeu este erro em uma de suas reportagens, mais especificamente na que tratava mesmo sobre "Embalagens Sustentáveis", na nota editada na revista havia a seguinte menção:

"Feitos em geral de sobras da agricultura, como fécula de mandioca, batata, milho ou cana-de-açúcar, esses biopolímeros têm características similares aos plásticos comuns, mas podem ser jogados na natureza, onde irão se decompor e até ajudar a tornar o ambiente mais fértil ..."

Imaginem vocês se todos começassem a atirar em rios, mares, deixar nas ruas, praças, parques as suas embalagens porque são biodegradáveis? É esse o erro que muitas pessoas podem cometer ao pensar em embalagens biodegradáveis. O consumo humano de embalagens é muito grande, e mesmo com essas embalagens se decompondo mais rápido, elas ainda levam cerca de 03 meses para desaparecerem. E mesmo sendo ditas "naturais" ainda seus efeitos não são bem conhecidos para alguns ambientes.

Diante disso, a melhor conclusão que podemos tomar com relação a embalagens biodegradáveis é que elas são apenas uma alternativa para nosso lixo, mas antes de pensarmos em embalagens biodegradáveis é preciso pensar em reduzir a utilização de qualquer tipo de embalagem, reciclar as que podem ser recicladas e destinar de forma consciente as que não podem ser recicladas ou as que são biodegradáveis.

*A Revista Vida Simples esta correta em suas especificações quanto a embalagens, só que cometeu um grave erro ao se expressar. Resíduo nenhum, por mais biodegradável que seja pode ser jogado na natureza.


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PS: tem surgido por ai também o termo oxi-biodegradável, esse tipo de material, indicam alguns estudos, podem ainda ser mais nocivos ao meio ambiente, isto porque o material é decomposto em diminutas particulas, que continuam presentes mo ambiente, elas não desaparecem ou são transformadas, e podem por exemplo chegar a cadeia alimentar de alguns animais aquáticos, contaminado-os.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Sucesso no mercado de trabalho

Ontem na pós o professor nos passou este vídeo (na verdade só a parte 01) , e eu acho justo que todos que estão para entrar ou já estão no mercado de trabalho assistam, esteja você em um cargo elevado ou não.
É muito bom, vejam pelo menos a parte 01, garanto que não vão se arrepender.






terça-feira, 15 de março de 2011

Brincadeiras de criança

O post de hoje é para complementar o de ontem.



Como o assunto era criança x consumismo, e seus encantos por video games, bonecos que brincam sozinhos e não exigem muita criatividade, trago hoje aqui a dica de um site que reune as mais diversas brincadeiras que se brincavam antigamente sabem?


Amarelinha, boca de forno, passa anel, queimada, vivo-morto, pula corda, bambole, elástico, dança da cadeira, adoletá, corrida de saco, batata quente... e muitas outras! Lembrou da sua infância agora? Isso me traz boas lembranças...



Brincadeiras que estimulam a imaginação, fazem as crianças se exercitarem e que ainda não precisam ser compradas.

O site é este AQUI .

segunda-feira, 14 de março de 2011

Infância roubada

Deêm uma olhada no vídeo abaixo, e vocês vão entender do que quero tratar no post de hoje:



Para quem não tem tempo para assistir a idéia do vídeo (que está incompleto, pq ele esta dividido em 07 partes, quem se interessou pelo assunto pode continuar a vê-lo pelo You Tube, basta digitar Consumo de Crianças)é mostrar o quanto as crianças têm sido peças fundamentais para perpetuar o consumo exacerbado, utilizando-se do chamado marketing infantil. Crianças até uma certa idade não têm senso crítico, por isso aceitam o que lhes oferecem nas propagandas de TV como verdade absoluta e perdem referências.

Não quero de forma alguma generalizar a situação de nossas crianças e nem dar dicas de como se educar uma criança, o que eu quero com este post é que você passe a observar mais os hábitos de sua criança e perceber se você já tem formado um pequeno consumidor.


Eu recomendo a leitura, se você tem um filho ou lida com crianças do capitulo "O comercialismo na vida das crianças" presente no relatório O Estado do Mundo (Para baixar o relatório clique aqui).

O que pode-se perceber é que aquelas brincadeiras de crianças que necessitam da imaginação ou colocam as crianças para se exercitarem como pular corda, brincar de esconde esconde, bambole, busca ao tesouro, queimada, casinha ... já não atraem tanto as crianças, pelo contrário, os video games, bonecas que falam, dançam se mechem, telefone celular, ipods, computadores têm fascinado cada vez mais as crianças.

Estamos criando futuros grandes consumidores, que não conseguirão no futuro viver sem comprar, pois já cresceram acostumados a isso.

A seguir dois trechos do relatório o Estado do Mundo que explicam melhor esta situação:

"A parafernália eletrônica que caracteriza os brinquedos campeões de vendas de hoje dá margem a grandes campanhas de marketing. Eles parecem divertidos, mas são criados com uma certa obsolescência planejada. De modo geral, não são projetados para entreter as crianças durante anos, ou mesmo meses, são projetados para vender. Se o interesse for embora, tanto melhor: uma nova versão será lançada em breve. Brinquedos que falam, gorjeiam e dão saltos para trás sozinhos roubam muito da criatividade e, portanto, do valor das brincadeiras."

"Os críticos da globalização caracterizam a comercialização da infância como um veículo poderoso para incutir valores capitalistas em crianças desde muito cedo. A mensagem subjacente de praticamente todo o marketing, seja qual for o produto anunciado, é que comprar coisas faz as pessoas felizes. Além do fato de as pesquisas sobre felicidade mostrarem que isso é falso, mergulhar as crianças na mensagem de
que os bens materiais são essenciais para a autorrealização promove a aquisição de valores mate-rialistas, que já foram associados à depressão e baixa autoestima. As pesquisas mostram que crianças com valores mais materialistas são também menos propensas a desenvolver comportamentos ecologicamente sustentáveis tais como reciclagem ou economia de água."

sexta-feira, 4 de março de 2011

Vamos aplaudir!

Bom dia!

Vou postar hoje aqui uma pequena matéria que saiu no Jornal da Comunidade, e que foi me enviada por email por um amigo, e lê-la já animou o começo de minha sexta feira.

Dá só uma olhada:

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Estreia com exemplo de austeridade



Foto: Dinah Feitoza



O deputado federal José Antonio Reguffe (PDT-DF), que foi proporcionalmente o mais bem votado do país com 266.465 votos, com 18,95% dos votos válidos do DF, estreou na Câmara dos Deputados fazendo barulho. De uma tacada só, protocolou vários ofícios na Diretoria-Geral da Casa.

Abriu mão dos salários extras que os parlamentares recebem (14° e 15° salários), reduziu sua verba de gabinete e o número de assessores a que teria direito, de 25 para apenas 9. E tudo em caráter irrevogável, nem se ele quiser poderá voltar atrás. Além disso, reduziu em mais de 80% a cota interna do gabinete, o chamado “cotão”. Dos R$ 23.030 a que teria direito por mês, reduziu para apenas R$ 4.600.

Segundo os ofícios, abriu mão também de toda verba indenizatória, de toda cota de passagens aéreas e do auxílio-moradia, tudo também em caráter irrevogável. Sozinho, vai economizar aos cofres públicos mais de R$ 2,3 milhões nos quatro anos de mandato. Se os outros 512 deputados seguissem o seu exemplo, a economia aos cofres públicos seria superior a R$ 1,2 bilhão.

“A tese que defendo e que pratico é a de que um mandato parlamentar pode ser de qualidade custando bem menos para o contribuinte do que custa hoje. Esses gastos excessivos são um desrespeito ao contribuinte. Estou fazendo a minha parte e honrando o compromisso que assumi com meus eleitores”, afirmou Reguffe em discurso no plenário.

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Agora até que ponto isto é alguma estratégia política não se sabe... Prefiro acreditar que realmente este deputado seja uma pessoa com boas intenções e que realmente queira mudar esse nosso cenário político.
Vocês se atentaram para os números? R$ 2,3 milhões de economia em seus 04 anos de mandato! Um só deputado pode economizar isso tudo, que se for revertido em beneficios para a sociedade muitos sairão ganhando.
Agora vamos torcer para que os nossos corruptos não gastem o que ele esta economizando e não o boicotem (coisa que sempre acontece com os políticos que têm alguma boa intenção).
Que o bem vença! ;)

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

"Eu etiqueta"

Olá pessoal!
Trago hoje um texto do Carlos Drummond de Andrade que leva a pensar um pouco sobre a nossa identidade dentro da sociedade de consumo. É bem legal, espero que gostem e os leve a alguma reflexão.


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EU ETIQUETA - Carlos Drummond de Andrade

Em minha calça está grudado um nome
Que não é meu de batismo ou de cartório
Um nome... estranho.
Meu blusão traz lembrete de bebida
Que jamais pus na boca, nessa vida,
Em minha camiseta, a marca de cigarro
Que não fumo, até hoje não fumei.
Minhas meias falam de produtos
Que nunca experimentei
Mas são comunicados a meus pés.
Meu tênis é proclama colorido
De alguma coisa não provada
Por este provador de longa idade.
Meu lenço, meu relógio, meu chaveiro,
Minha gravata e cinto e escova e pente,
Meu copo, minha xícara,
Minha toalha de banho e sabonete,
Meu isso, meu aquilo.
Desde a cabeça ao bico dos sapatos,
São mensagens,
Letras falantes,
Gritos visuais,
Ordens de uso, abuso, reincidências.
Costume, hábito, permência,
Indispensabilidade,
E fazem de mim homem-anúncio itinerante,
Escravo da matéria anunciada.
Estou, estou na moda.
É duro andar na moda, ainda que a moda
Seja negar minha identidade,
Trocá-la por mil, açambarcando
Todas as marcas registradas,
Todos os logotipos do mercado.
Com que inocência demito-me de ser
Eu que antes era e me sabia
Tão diverso de outros, tão mim mesmo,
Ser pensante sentinte e solitário
Com outros seres diversos e conscientes
De sua humana, invencível condição.
Agora sou anúncio
Ora vulgar ora bizarro.
Em língua nacional ou em qualquer língua
(Qualquer principalmente.)
E nisto me comparo, tiro glória
De minha anulação.
Não sou - vê lá - anúncio contratado.
Eu é que mimosamente pago
Para anunciar, para vender
Em bares festas praias pérgulas piscinas,
E bem à vista exibo esta etiqueta
Global no corpo que desiste
De ser veste e sandália de uma essência
Tão viva, independente,
Que moda ou suborno algum a compromete.
Onde terei jogado fora
Meu gosto e capacidade de escolher,
Minhas idiossincrasias tão pessoais,
Tão minhas que no rosto se espelhavam
E cada gesto, cada olhar
Cada vinco da roupa
Sou gravado de forma universal,
Saio da estamparia, não de casa,
Da vitrine me tiram, recolocam,
Objeto pulsante mas objeto
Que se oferece como signo dos outros
Objetos estáticos, tarifados.
Por me ostentar assim, tão orgulhoso
De ser não eu, mas artigo industrial,
Peço que meu nome retifiquem.
Já não me convém o título de homem.
Meu nome novo é Coisa.
Eu sou a Coisa, coisamente.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Isso não vai direto pro lixo!


Olá pessoal!
Hoje estou passando aqui pra dar mais uma dica valiosíssima!
Quem não atua na área de meio ambiente talvez não tenha ouvido falar que há alguns meses foi aprovada a Política Nacional de Resíduos Sólidos no Brasil. E eu nem vou ficar falando sobre ela porque pra quem não é da área vai achar um pouco massante o assunto. Mas o que interessa é o seguinte: como essa política irá afetar a sua vida de cidadão?
A Política cria o princípio da responsabilidade compartilhada pelo lixo gerado na sociedade, na verdade este princípio sempre existiu, mas agora ele passa a ter um caráter obrigatório. Na responsabilidade compartilhada tornam-se responsáveis pelo resíduo ou lixo produzido o governo (estados e municípios), as empresas e o consumidor.
Sendo assim o governo se responsabiliza pela coleta do lixo nos domicilios (incluindo ai a coleta seletiva) e a destinação adequada do mesmo (para aterro sanitario, reciclagem, compostagem - lembrando que com a Política os lixões ficam terminantemente proíbidos, passando a ser crime federal), o governo pode atuar também com parcerias de financiamento tecnológico para buscarem-se novas embalagens e diminuição dos volumes das mesmas. As empresas são responsáveis por inovações tecnologicas para embalagens que se degradem mais rapidamente, diminuição da geração de residuos ao longo da cadeia produtiva, menos embalagens, e dependendo dos produtos produzidos devem assumir a responsabilidade pelo produto depois que seu tempo de uso foi excedido, ou seja, depois de tornarem-se inutilizaveis, como é o caso eletrodomesticos, eletroeletronicos, pneus, baterias, lampadas fluorescentes, é a chamada logística reversa.
Agora o ponto que eu queria chegar, a responsabilidade do consumidor. Pensando nisso tudo que citei qual seria a responsabilidade de nós, consumidores? A ação do consumidor é um dos pontos chave fundamentais para que muitas destas ações se concretizem. Imagine o seguinte: o que adianta a Prefeitura do seu município dispor o serviço de coleta seletiva se o consumidor não separar em sua residência os materiais que podem ser recicláveis? O que adianta o sistema de logística reversa se você não entregar nos pontos de coleta os equipamentos que não estão mais em uso em sua residência?

Fica clara a nossa responsabilidade neste processo?

Há uns dois posts atrás coloquei o vídeo A História do Eletrônicos (se você não viu ainda de uma olhada, é muito bom), e nele trata em alguns pontos da questão do descarte de computadores, televisões, baterias, celulares, enfim, aquelas coisas que acabamos amontoando em nossa casa sem saber o que fazer, pois não devem e não podem ir direto para o lixo. Agora se você fica na duvida de pra onde mandar todos estes resíduos aqui vai a dica valiosa do post de hoje: no site do Instituto Akatu foi elaborada uma lista de pra onde encaminhar estes produtos, é só clicar aqui que você será encaminhado para o site.
Daqui a alguns meses será bem mais fácil encontrar pontos de coletas destes materiais e serão bem mais divulgados, mas já vale você ir se atentando pra isso.

Lembre-se também que se você decidir descartar um eletrodoméstico, computador, enfim, que foram substituidos mas que ainda estão funcionando, vale procurar alguma instituição perto de sua casa que possa estar precisando dele, e ele poderá ser útil.
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